Arquimedes participa de estudo da Rede de Pesquisa Solidária sobre ataques à Coronavac

A Rede de Pesquisa Solidária realizou estudo sobre a onda de ataques à vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan, juntamente com o laboratório chinês Sinovac, em período considerado determinante para o desenvolvimento do imunizante. O trabalho apontou que a iniciativa foi alvo de campanha de descrédito e ataques do presidente Jair Bolsonaro, que culminaram no cancelamento do acordo em outubro que envolveu o Ministério da Saúde e visava adquirir milhões de doses do imunizante ao Brasil.

Para os autores do estudo, as mensagens nas redes sociais e o cancelamento do acordo, que previa compra de 46 milhões de doses do imunizante, disseminaram dúvidas sobre a segurança e a eficácia da vacina e atrasaram seu desenvolvimento. Vale lembrar que três semanas após a divulgação de estudos que comprovaram a segurança da Coronavac, o Ministério da Saúde anunciou o acordo, no entanto, Bolsonaro mandou “cancelar a compra” no dia seguinte.

Segundo a cientista política Lorena Barberia, coordenadora do estudo, a campanha alimentou a desconfiança da população acerca do imunizante. “O governo deveria ter feito esforços na direção contrária, para comprar vacinas e dar segurança às pessoas”, afirmou.

O estudo também teve a participação do sócio e fundador da Arquimedes, Pedro Bruzzi, que comentou sobre os efeitos das campanhas massivas de descrédito à Coronavac. “Bolsonaro e seus seguidores usaram toda sua força nas redes sociais para levantar suspeitas que tiveram muita reverberação”, disse.

Apesar das críticas, a população tem demonstrado interesse elevado pelas vacinas desde o ano, o que aumentou com o início da vacinação. Segundo sondagem concluída pelo Datafolha há duas semanas, 91% dos brasileiros adultos dizem que já se vacinaram ou pretendem se vacinar.

A Coronavac é o imunizante mais usado na vacinação contra a Covid-19 no Brasil até agora. De acordo com os registros do Ministério da Saúde, 56% das pessoas que já tomaram a primeira dose e 93% das que receberam a segunda aplicação foram imunizadas com a vacina de origem chinesa.

Veja os resultados no estudo na matéria de Ricardo Balthazar, da Folha de São Paulo.

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